Saúde confirma 6 mortes por febre amarela em Minas – metade delas na RMBH

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais confirmou ontem, quarta-feira, dia 10, seis mortes no por febre amarela no estado, sendo a metade, três delas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte: dois casos em Nova Lima e um em Brumadinho. O balanço da Secretaria de Estado de Saúde considera registros a partir de julho de 2017.

Dos sete casos confirmados da doença no período, em apenas um o paciente foi curado. Os registros são de pessoas que não haviam tomado a vacina e com idades entre 33 e 51 anos.
Os casos ocorreram nos seguintes municípios: Brumadinho, Nova Lima, Carmo da Mata, Mar de Espanha e Barra Longa. Destes casos, seis evoluíram para óbito e uma pessoa teve cura.
Outros 10 casos continuam em investigação.

Todos casos, de acordo com o boletim epidemiológico, foram confirmados laboratorialmente e são do sexo masculino, não vacinados para a Febre Amarela e com mediana de idade de 41 anos (33 – 51 anos). A letalidade por febre amarela em Minas Gerais no período de 2017/2018 é de aproximadamente 85,7%.
Em 21 municípios mineiros, foram encontrados macacos mortos por causa da doença. O Estado estima que oito em cada 10 pessoas estejam vacinadas, mas, em 42% dos municípios, a cobertura vacinal ainda não chega a 80%. SP, RJ e BA fazem campanha com vacina fracionada.

Caeté
Ainda de acordo com o boletim, no mesmo período, ocorreram epizootias de Primatas Não Humanos (PNH) em 114 municípios, com confirmação de circulação do vírus amarílico em 21 deles, entre os quais Caeté, conforme quadro abaixo:

Quadro de cidades com epizootias em MG

(*) A vigilância de epizootias em PNH consiste essencialmente em captar informações, oportunamente, sobre adoecimento ou morte de PNH e investigar adequadamente esses eventos, com a finalidade de subsidiar a tomada de decisão para a adoção de medidas de prevenção e de controle e para reduzir a morbimortalidade da doença na população humana, em áreas afetadas (com transmissão ativa) e ampliadas (áreas adjacentes). (Fonte: Guia de Vigilância de Epizootias em Primatas Não Humanos e Entomologia Aplicada à Vigilância da Febre Amarela, 2ª edição, Ministério da Saúde)

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