Morre farmacêutico Luís Pinto Coelho aos 68 anos

Causou pesar em Barão de Cocais e Alvinópolis a morte do farmacêutico e bioquímico Luís Alberto Pinto Coelho, 68 anos, descendente do barão de Cocais, tenente-coronel do exército imperial José Feliciano Pinto Coelho da Cunha e primo em quarto grau do ex-governador de Minas, Alberto Pinto Coelho. Luís Alberto Pinto Coelho é natural de Alvinópolis (MG), onde nasceu em 1949, sendo filho do farmacêutico José Pinto Coelho e Maria Cotta Pinto Coelho, ambos falecidos em Alvinópolis. Luís da farmácia, como é conhecido popularmente em Barão de Cocais, sua terra adotiva, graduou-se em 1973 em Farmácia e Bioquímica na tradicional Escola de Farmácia de Ouro Preto, a primeira escola de Farmácia da América Latina, fundada em 4 de abril de 1839. O seu avô, o farmacêutico José Fernandes Pinto Coelho (Juca Pinto), também formou-se na mesma escola de Ouro Preto.
Depois de formado, Luís trabalhou como bioquímico em diversas farmácias de cidades mineiras e também de outros estados, até que em 22 de outubro de 1982, aos 33 anos, adquiriu em sociedade com seu irmão, Paulo Pinto Coelho (Paulinho), a Farmácia São José, do antigo proprietário, o conhecido farmacêutico Márcio Cotta, fundador da antiga Sobem, em Barão de Cocais, onde viveu mais de trinta anos. Desde então, passou a ter uma participação atuante na sociedade cocaiense, casando-se com a psicóloga Jacy Quintão, que teve um filho, hoje médico em Belo Horizonte. Anos depois, divorciou-se e teve outro filho, estudante de Psicologia, com a falecida Margarida. Acompanhando seus últimos momentos de vida, Delane e seus dois filhos adolescentes foi a sua última companheira, que assistiu a sua agonia no Hospital Margarida, em João Monlevade, sob os cuidados de seu irmão médico.
Luís da farmácia foi presidente da Apae, conselheiro municipal de Saúde, por três mandatos, voluntário pelas Obras Sociais da Matriz Santuário, por mais de 25 anos; presidente da Associação Comunitária da Vila São Geraldo (Centro). Trabalhou como voluntário do Centro Espírita, há mais de 20 anos, presidente da Associação de Desenvolvimento Sustentável de Barão de Cocais (Adebac), por mais de dois mandatos. Foi presidente do Tupi Esporte Clube. Atuava na Secretaria Municipal de Educação, como representante da comunidade civil (delegado), participação do Conselho Municipal de Educação como representante do conselho Fundep (sociedade civil), membro do Conselho Municipal de Turismo, sendo conselheiro-fundador do Banco Credimep (Bancoop), fundado em 1997 e conselheiro da Pastoral Carcerária da paróquia São João Batista (Centro).
Ainda participou da vida política da cidade, filiando-se ao Partido Liberal (atual PR), ao PSDB e, posteriormente, ao PMDB, candidatando-se ao cargo de vereador, não se elegendo. Em 1998, começou a produzir licores e geléias, participando do projeto da Vale no ano de 2007. Um dia, recebeu em sua residência, representantes da empresa Gol Viação Aérea, momento em que foi realizada a filmagem e fotos da produção de “Licores e Geléia”, objetivando passar aos viajantes e turistas numa mostra de vídeo intitulada “as coisas da cidade” e levando ao conhecimento em artesanato e gastronomia. Os seus produtos estavam expostos na Casa do Artesão, em Barão de Cocais, situado na praça Alencar Peixoto (praça da Matriz).
Luís Alberto Pinto Coelho foi agraciado com o título de Cidadão Honorário, outorgado pela Câmara Municipal de Barão de Cocais, em 2014; foi homenageado com o Troféu Monsenhor Gerardo, em 1999; Troféu Destaque do Ano 2008 (Troféu Juscelino Kubistchek) e Troféu Pés de Pomba, no mesmo ano. Sentia-se reconhecido em vida, apesar dos dissabores e desilusões na política local, mas acreditava no potencial do município e sonhava vê-lo desenvolvido no cenário turístico nacional. Era um cidadão cocaiense, que sempre dizia: “Barão de Cocais, vale a pena viver aqui”. Luís da farmácia, que era amigo de todos, está sepultado no Cemitério de Barão de Cocais, sua terra adotiva.
*Leonel Marques

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