Os 225 anos de nascimento do patrono do município Barão de Cocais

Escolas municipais cocaienses lembraram o aniversário de nascimento do barão de Cocais, que completou 225 anos, no dia 1º de dezembro, sexta-feira passada. Militar, fazendeiro, político e empresário, José Feliciano Pinto Coelho da Cunha nasceu na Fazenda da Cachoeira, na vila Colonial de Cocais, no dia 1º de dezembro de 1792, filho do coronel português Antônio Caetano Pinto Coelho da Cunha e de Anna Cassemira Furtado Leite. Era primo do alferes Felício Muniz Pinto Coelho de Mendonça (11889-1833), que foi o primeiro marido de Domitila de Castro e Melo (1797-1867), a Marquesa de Santos, e primo de Manuel Ignácio de Andrade Souto Maior Pinto Coelho (1782-1867), o Marques de Itanhaém, que substituiu José Bonifácio de Andrade, em 1834, como tutor do jovem d. Pedro de Alcântara Bourbon e Bragança (dom Pedro II).

Ingressou como tenente no 2º Corpo de Cavalaria da 1ª Linha do Exército Imperial em Vila Rica (Corpo de Dragões), atual Ouro Preto, iniciando a carreira militar no dia 8 de abril de 1808, em Minas Gerais. Foi reformado (aposentado) em 11 de outubro de 1836, tendo servido por 28 anos e 10 dias no Exército Imperial, como tenente-coronel. José Feliciano contraiu matrimônio com Anthonia Thomazia de Figueredo Neves, na capela de Santa Quitéria, em Catas Altas, sendo filha de Antônio Thomás de Figueredo Neves, que era coronel do 2º Regimento de Milícias da Comarca de Rio das Velhas do Sabarabussu (Sabará) e foi eleito um dos dez membros da Junta do Governo Provisório da Província de Minas Gerais, no dia 20 de setembro de 1821.
O futuro barão de Cocais participou do movimento que culminou com a Independência do Brasil, em 1822. Elegeu-se membro do Conselho Geral da Província de Minas Gerais, em 1830, juntamente com seu irmão, coronel Antônio Caetano Pinto Coelho da Cunha Filho. Em 1831, votou pela criação da Guarda Provincial Mineira e foi eleito para Assembleia Provincial (atual deputado estadual), de 1835 a 1839, e Assembleia Geral (deputado federal, hoje) de 1830 a 1848.

Fundou a Companhia Brasileira de Mineração da Serra de Cocais, em 1833, em associação com os ingleses da National Minning Association, sediada no distrito de Cocais. Indicado pelo Regente, Diogo de Feijó, em 1835, tomou posse como presidente da Província de Minas (equivalente ao cargo de governador). Ainda participou das articulações para a maioridade de dom Pedro II, aos 14 anos, como Imperador do Brasil.
Como um dos importantes líderes políticos do Partido Liberal, foi aclamado em Barbacena, em 1842, como presidente interino da Província mineira, aceitando ser comandante-chefe da Revolução Liberal em Minas, ao lado de Teófilo Ottoni, Cônego Marinho, Limpo de Abreu, dentre outros revolucionários. Não participou da batalha decisiva contra as tropas imperiais, comandadas pelo barão de Caxias (futuro duque) no dia 20 de agosto de 1842, em Santa Luzia. Refugiou-se em Cocais e teve seus direitos políticos cassados por dois anos e confiscados seus bens. Foi também dispensado do cargo honorífico da Casa Imperial como veador (mordomo). Mas no dia 14 de março de 1855, dom Pedro II titulou José Feliciano com o título de barão com grandeza, pela sua lealdade à Coroa Brasileira.
No dia 9 de julho de 1869, veio a falecer no Sobrado de Cocais.
*Leonel Marques

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