Foto de bois confinados
Enquanto o abate de frangos no 1º trimestre de 2020 totalizou 1,51 bilhão de cabeças, novo recorde na série histórica iniciada em 1987, o resultado do abate de bovinos no primeiro trimestre, de 7,25 milhões de cabeças, foi o mais baixo desde 2012, ficando 10,2% abaixo do trimestre anterior e 8,5% inferior ao 1° trimestre de 2019. O abate de 672,49 mil cabeças a menos do que no 1° trimestre de 2019 foi puxado por Goiás (-157,68 mil cabeças) e Mato Grosso (-120,70 mil cabeças).

Os dados são da Estatística da Produção Pecuária, divulgada nesta quarta-feira (10) pelo IBGE, e que reflete apenas 15 dias dos efeitos do isolamento social para o combate da Covid-19.

“Vários fatores podem ter contribuído para essa redução, desde o consumo interno até as variações de preços. Um diferencial observado, por exemplo, foi que, devido à melhoria dos preços dos bezerros, os produtores de carne preferiram poupar as fêmeas do abate para que elas possam gerar mais bezerros. Isso reduziu o número de fêmeas abatidas em relação ao primeiro trimestre de 2019”, analisa Viscardi.

Já a aquisição de leite cru foi recorde para um primeiro trimestre, com 6,30 bilhões de litros, com aumento de 1,8% em relação ao 1° trimestre de 2019. O mês de maior captação dentro do primeiro trimestre de 2020 foi janeiro, com 2,23 bilhões de litros de leite. O setor leiteiro tem um comportamento cíclico, com o primeiro trimestre do ano apresentando queda na produção em relação ao último trimestre do ano anterior. Neste trimestre, o ciclo se repetiu: a diferença foi de -5,5%.