Anvisa autoriza nova importação da vacina Covishield, da AstraZeneca

  

Vacina em teste em Campinas (Foto Gov/SP)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta sexta-feira (12) a importação adicional de doses da Covishield, a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca. A quantidade de doses será definida pelo Ministério da Saúde. À Anvisa, cabe a autorização conforme solicitação do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – Bio-Manguinhos, Unidade Técnico-Científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A Anvisa destacou que a aprovação se deu de forma rápida, visando a manutenção do fornecimento de vacinas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde (MS) e a continuidade da vacinação dos grupos prioritários em todo o país. O pedido entrou na Anvisa na quarta-feira (10/2) e foi concedido nesta sexta-feira (12/2).

A agência já havia autorizado no início do ano a importação de 2 milhões de doses da vacina. A vacina com a importação aprovada foi a produzida na Índia pela Serum Institute of India. A expectativa é que nos próximos meses a Fiocruz já esteja produzindo a Covishield no Brasil.

Covaxin e Sputnik V
Outros dois laboratórios continuam em fase de negociações com o governo brasileiro. Os produtores da Covaxin (a indiana Bharat Biotech) e da Sputnik V (Instituto Gamaleya) ainda precisam enviar informações à Anvisa. Segundo o governo brasileiro, ainda há esclarecimentos pontuais, porém importantes, a serem feitos.

“Uma vez solucionadas essas questões, poderão ser assinados os acordos que permitirão ao Brasil receber 20 milhões de doses da Covaxin – distribuídas em entregas ao longo de cerca de três meses – e 10 milhões de doses da Sputnik V, que chegariam em remessas divididas no prazo de três meses”, disse o governo federal, em nota.

Na quinta-feira (11), em sessão de debates no Senado, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, fez críticas às condições impostas por laboratórios produtores de vacinas, como a Pfizer, Janssen, Moderna e Sputnik V. Segundo ele, ou a vacina é muito cara, as doses são insuficientes ou a entrega é tardia. Diante disso, ele acredita que o destino do Brasil é ser um produtor de vacina, e não um comprador. Na mesma sessão, ele assegurou que o governo vacinará toda a população até o fim do ano.