foto de apanhadoras de sempre-viva

O tradicional sistema agrícola dos apanhadores de sempre-vivas da Serra do Espinhaço (MG) receberá o reconhecimento internacional denominado Sistemas Importantes do Patrimônio Agrícola Mundial (SIPAM) concedido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Essa certificação reconhece patrimônios agrícolas desenvolvidos por povos e comunidades tradicionais em diversas partes do mundo.

O anúncio de reconhecimento do primeiro Patrimônio Agrícola Mundial brasileiro pela FAO será feito nesta quarta-feira (11), às 11h, na sede do Ministério da Agricultura, em Brasília.

A candidatura do projeto brasileiro foi encabeçada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) que coordenou, por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, o encaminhamento do dossiê e do Plano de Conservação Dinâmica do Sistema, em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e a FAO, para que o Sistema de Agricultura Tradicional da Serra do Espinhaço concorresse ao título de Patrimônio Agrícola Mundial, o primeiro dessa categoria conquistado pelo Brasil.

Com o reconhecimento das comunidades apanhadores de flores, o sistema de Minas Gerais passará a ser o quarto Sipam da América Latina e o 59º patrimônio agrícola, envolvendo 22 países. Os outros três latino-americanos são o corredor Cuzco-Puno (Peru); o arquipélago de Chiloé (Chile) e o sistema de Chinampa no México. São sistemas ricos em biodiversidade agrícola e vida selvagem e importantes fontes de conhecimento indígena e culturas ancestrais.

O sistema agrícola da Serra do Espinhaço, praticado em seis comunidades nos municípios de Diamantina, Buenópolis e Presidente Kubitscheck formadas por camponesas e quilombolas, engloba a identidade cultural e a prática sociocultural de manejo e coleta das flores sempre-vivas, realizado há séculos naquela região.
(Fonte: Ministério da Agricultura