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Paulo Antônio*

O presidente Lula tinha seus discursos marcados pelo bordão “Nunca antes na história deste país…”. Ficava sempre a sensação de que antes de Lula não existida nada. Ou pelo menos que ninguém fez nada – pelo menos não fez com a eficiência dele. Após vários discursos com o bordão, o cidadão menos avisado, poderia imaginar que, enfim, o Brasil estava sendo refeito. Lula estava se encarregando de fazer o que nunca na história deste país havia sido feito. Incluindo a tomada de três pinos.

Agora o poder deu uma guinada de 180º. Aquele giro na imagem da esquerda para a direita. E o país agora está sendo desconstruído. Nada que estava aqui até agora não vale nada. O Congresso, o STF, a Imprensa, a Globo, a Folha de São Paulo, a UNE, o Dpvat, o Sistema Eleitoral com urnas eletrônicas. Tudo e todos que podem machucar o poder, com ou sem razão, se transformam em lixo, traidor, corrupto, esquerdalha, entre outros adjetivos. No que for possível vão ser alijados do cenário político, depois de Lula e Dilma, figuras como Rodrigo Maia, João Dória, estendendo-se a lista a ex colaboradores como Mandetta e Sérgio Moro.

Agora, com as notícias dos gastos do governo com alimentação que incluem ingrediente que pela natureza e/ou quantidade causam estranheza ao cidadão comum, como chicletes e o badalado leite condensado. Dominando todas as mídias, além de uma fantástica publicidade para a Nestlé (a imagem predominante é do leite condensado Moça), os memes atravessam o governo e atingem as Forças Armadas, supostamente a consumidora da cesta farta do governo. O que é uma pena. As Forças Armadas sempre tiveram, como instituição, não só o respeito, mas também sempre foi orgulho da nação. Uma imagem que foi indevidamente apropriada politicamente já na campanha eleitoral.

Hoje, o governo está cheio de militares que conectam a imagem política do governo com a da instituição Forças Armadas que passam a ser objeto de chacotas e ironias nas redes sociais. Isto não é bom para as Forças Armadas, menos ainda para o Brasil. Elas, particularmente o Exército, traz, além dos serviços comunitários, como vacinação no interior da amazonas, até a construção de pontes, a imagem da seriedade e sisudez ausentes na imagem da República.

Se a imagem que Lula passava era de que tudo que ele estava fazendo, supria a inação ou ineficiência do passado, hoje a imagem é a de que precisa desmoronar tudo que existe no país, por contaminado pelo vírus letal do esquerdismo hospedado na esquerdalha. Resta saber o que vai sobrar depois desta era, quando forem suprimidos o Congresso, as igreja, o STF, as demais instâncias da Justiça, as Forças Armadas, a Imprensa etc. Sim, enfim, terá restado um país nobre, onde não há roubos (na administração pública), nem corrupção, nem mentiras (valem as verdades do Estado). As eventuais liderança também estarão liquidadas, exceto, claro, as em sintonia com o pensamento dominante deste momento.

Paradoxalmente, vai sobrar um novo Brasil, como nunca antes na história deste país.

*Jornalista (PUC-MG) e Especialista em Administração Financeira (FJP)

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