Falando esta segunda-feira,dia 09, no Conselho de Direitos Humanos, Bachelet disse estar profundamente preocupada com a aceleração drástica do desmatamento da maior floresta tropical do mundo. Ela destacou que o total de mortes e danos causados nas últimas semanas na Bolívia, no Paraguai e no Brasil “nunca poderão ser conhecidos”.

Segundo ela, os atuais incêndios em toda a floresta tropical da Amazônia “podem ter um impacto catastrófico na humanidade como um todo”.ara ela, os piores efeitos da situação “são sofridos pelas mulheres, homens e crianças que vivem nessas áreas, entre eles, muitos povos indígenas”.

O apelo lançado às autoridades destes países é que garantam a implementação de políticas ambientais de longa duração e sistemas de incentivo à gestão sustentável que para elas estariam evitando tragédias futuras.

Bachelet disse que o seu escritório também observou vários casos em que projetos de desenvolvimento, como grandes barragens hidrelétricas e plantações de biocombustíveis, foram financiados por instituições financeiras internacionais em nome da ação climática, mas prejudicaram os direitos dos povos indígenas e comunidades locais, incluindo mulheres.

A chefe de Direitos Humanos fez um apelo a todas as instituições de desenvolvimento e finanças para que estabeleçam proteções de direitos humanos, com participação e acesso à informação, justiça e indenização em sua essência. Estes incluem os mecanismos estabelecidos no artigo 6 do Acordo de Paris.

No órgão, Michelle Bachelle disse que o Conselho de Direitos Humanos tem um papel essencial a desempenhar, com meios existentes e inovadores para contribuir para a ação climática.

A representante apresentou cinco pontos-chave que devem guiar a ação climática e estão comprometendo os direitos, o desenvolvimento e a paz.

O primeiro ponto é que “a ação climática eficaz requer uma participação ampla e significativa”. Em segundo lugar, Bachelet apontou que essa aficácia requer uma participação ampla e significativa.

Como terceiro ponto, ela defendeu que devem ser melhor protegidos que defendem o meio ambiente. O quarto aspeto é que os mais afetados pela situação estão liderando esse processo. Por último, a alta comissária destacou que as empresas serão cruciais para a ação climática.