Causou pesar em Barão de Cocais, a morte do aposentado da Prefeitura de Barão de Cocais, o músico José Marcelino, ocorrida durante o Jubileu de São João Batista, na semana passada. A Câmara Municipal de Barão de Cocais, através de seu presidente, vereador Leonei Pires, apresentou Moção de Solidariedade e Pesar pelo falecimento, quando foi solicitado um minuto de silêncio em sua homenagem e a inserção dessa manifestação na ata dos trabalhos do Legislativo cocaiense.
José Marcelino nasceu em Rio Piracicaba (MG) no dia 14 de março de 1917, cuja data foi comemorada no altar da Matriz São João Batista do Morro Grande, após a missa celebrada pelo arcebispo de Mariana, dom Geraldo Lyrio Rocha, que aniversariava no mesmo dia, completando 75 anos de idade. José Marcelino era viúvo e deixou três filhos. Chegou em Barão de Cocais em 1946 e ingressou na Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas (CBUM) e veio a se aposentar como funcionário da Prefeitura de Barão de Cocais.
Fiel à Igreja Católica, era membro mais antigo da Irmandade do Santíssimo Sacramento, fundada em 1713. Prestando um trabalho voluntário, cuidou da limpeza do centenário relógio e dos sinos da Matriz Santuário São João Batista e esteve à frente dos trabalhos de construção do Salão paroquial Padre Telles, erigido na década de 1950. Foi músico da centenária Banda de Música Santa Cecília, membro da diretoria da Congregação Mariana, criada em 1939 pelo então vigário Deolindo Coelho e o metalúrgico e músico Anníbal Marques Pereira (Balico). Ainda foi confrade da Conferência São Vicente de Paulo, Rei do Congado Nossa Senhora do Rosário e membro da diretoria do Grupo de Melhor Idade e gostava de dançar forró até os dias atuais, sendo considerado um verdadeiro “pé de valsa”. Foi sepultado no Cemitério de Barão de Cocais, no jazigo da família.
Mais dois falecimentos
Na mesma reunião da Câmara Municipal, foi também apresentada Moção de Pesar pela morte da carioca e professora Leda Nogueira da Gama Ayres, 94 anos, ex-vereadora e ex-presidente da Câmara Municipal de Barão de Cocais, durante a 6ª Legislatura. Dona Leda, como era chamada, foi ainda por muitos anos, diretora da Escola Estadual Odilon Behrens. Viúva do advogado José de São José Ayres (José Ayres), deixou os filhos, a psicóloga Sônia, médico psiquiatra José Roberto, a advogada Ledinha Ayres e o filho de criação José Ayres Filho, graduado em História. Dona Leda foi sepultada no jazigo do marido José Ayres, no cemitério Parque da Colina, em Belo Horizonte.
Outra morte que causou pesar na cidade, foi a do funcionário público federal do IBGE, Ulisses Geraldo Gonçalves (Neguinho), 90 anos de idade, falecido em Belo Horizonte. Ocupou a chefia das agências municipais do IBGE em Barão de Cocais e Santa Bárbara e projetou a praça Alencar Peixoto e a capela Nossa Senhora das Dores, na década de 1960. Auxiliou vários mandatos dos prefeitos cocaienses até o prefeito João Crepalde, quando se mudou para a Delegacia do IBGE, Belo Horizonte. Foi sepultado no Parque da Colina, em BH, deixando viúva e três filhas.
Leonel Marques

Comentário