A Organização Pan-Americana de Saúde ressalta a importância de vacinar populações em risco

Foto de vacinação em criança)

A região das Américas confirmou 2.927 casos de sarampo neste ano. Os dados são da mais recente atualização epidemiológica da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que reuniu dados disponíveis até 7 de agosto.

A doença foi identificada em 14 países, de 1º de janeiro a 27 de julho. O maior número de episódios da infecção foi registrado nos Estados Unidos (1.172), seguido pelo Brasil (1.045) e Venezuela (417).

Os demais casos foram notificados pela Argentina (5), Bahamas (1), Canadá (82), Chile (4), Colômbia (175), Costa Rica (10), Cuba (1), Curaçao (1), México (3), Peru (2) e Uruguai (9).

A OPAS recomenda que os países orientem todos os viajantes internacionais a receber as vacinas contra o sarampo e a rubéola. A vacina deve ser administrada pelo menos duas semanas antes da viagem para as áreas com transmissão de sarampo. A orientação vale para bebês a partir dos seis meses de idade e todos os grupos de idade mais avançada.

De acordo com a agência da ONU, a incidência atual do sarampo é 70% maior do que a registrada em 18 de junho, data em que a atualização epidemiológica anterior foi publicada.

Para controlar a propagação da doença, o organismo pede que os países das Américas mantenham a cobertura vacinal da população-alvo em pelo menos 95% — com duas doses da vacina, segundo o calendário vacinal de cada país.

A OPAS ressalta ainda a importância de vacinar populações em risco, como os profissionais de saúde e das áreas de turismo e transporte, que incluem os ramos de hotelaria e transporte aeroviário e categorias como os motoristas de táxi. A agência aponta a necessidade de identificar fluxos migratórios do exterior e deslocamentos internos de cidadãos dentro do próprio país.

Além disso, a instituição aponta que, durante os surtos, deve ser implementada uma estratégia adequada de manejo dos casos, para evitar a transmissão dentro dos serviços de saúde. Essas medidas incluem, por exemplo, a garantia de um fluxo apropriado de pacientes para salas de isolamento.