Foto de reunião do CMN

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira (27/6), em reunião ordinária, a meta para a inflação em 3,5% para 2022. A margem de tolerância foi mantida em 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos.

O secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, destacou que a redução da meta foi baseada em uma ampla revisão da literatura econômica, na qual se estudou os valores ótimos, os regimes vigentes ao redor no mundo e foi feita uma exaustiva análise para o cenário brasileiro.

De acordo com Sachsida, uma meta mais baixa não está correlacionada com taxas de juros mais altas. “O fato de a meta diminuir não implica que o governo terá que aumentar juros. Além disso, uma meta baixa ancora a expectativa no longo prazo e reduz a incerteza em relação ao comportamento futuro da inflação”, salientou o secretário.

O subsecretário de Política Macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, disse que a decisão de continuar reduzindo a meta reflete um otimismo em relação às condições fiscais para o futuro a partir de medidas como a aprovação do teto de gastos. “Estamos indo para uma situação de normalidade e estabilidade macroeconômica provocada em parte pela estabilidade fiscal”, disse.

Para o subsecretário de Política Fiscal, Marco Cavalcanti, a nova meta reflete também a expectativa de aprovação da Nova Previdência e a implementação de outras reformas que permitam a melhora das condições de produção e da capacidade de oferta do país.

As metas para a inflação de 2019, 2020 e 2021 foram fixadas pelo CMN, em reuniões anteriores, em 4,25%, 4,00% e 3,75%, respectivamente, com intervalo de tolerância de 1,50 ponto percentual para mais e para menos.