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Foto ilustrativa

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do FGV/Ibre subiu 11,6 pontos em abril, ao passar de 72,5 para 84,1 pontos, recuperando mais da metade da queda de março. Em médias móveis trimestrais, o indicador caiu 2,2 pontos, mantendo a tendência de queda pelo sexto mês seguido.

“O resultado positivo de abril é preciso ser visto com cautela. Mesmo tendo sido aparentemente expressivo, ele apenas compensa parte da intensa queda ocorrida em março. O nível dos indicadores sobre o momento presente ainda estão baixos e indicam que a demanda no mês continuou fraca. Pelo lado das expectativas o nível do indicador é um pouco mais alto, mas a interpretação é de redução no pessimismo. Os números negativos da pandemia, as medidas restritivas de circulação e funcionamento e a baixa confiança dos consumidores sugerem que esse cenário só deve mudar quando aparecem os efeitos positivos do programa de vacinação”, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio do FGV IBRE.

Em abril, a confiança melhorou em todos os seis principais segmentos do Comércio e nos dois horizontes temporais. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) avançou 5,7 pontos, para 81,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) aumentou 17,1 pontos para 87,3 pontos. Em ambos os casos, as altas não compensam totalmente a queda de março (-10,6 e -25,7 pontos, respectivamente).

Dispersão entre os segmentos
A melhora dos resultados em abril foi disseminada em todos os segmentos e compensou, em parte, o que foi perdido no último mês. Mesmo com o resultado positivo, a dispersão entre os segmentos continua alta. Desde o início da pandemia, o desvio padrão do ISA-COM entre os segmentos mudou de patamar e voltou a se aproximar dos 20 pontos agora em abril. Isso mostra que ainda existe uma diferença entre os níveis dentro do setor, com destaque negativo para o comércio de tecidos, vestuário e calçados, combustíveis e lubrificantes, artigos culturais e outros do varejo.