O custo da Cesta Básica em Belo Horizonte, cesta alimentar mínima necessária para uma pessoa adulta, foi de R$ 357,93 no mês de agosto de 2018. Comparado ao mês anterior houve queda de -1,47%.
O trabalhador que ganha o Salário Mínimo recebeu R$877,68 após os descontos da parcela referente ao INSS sobre o valor bruto de R$ 954,00. Gastou, portanto,40,78% do seu rendimento líquido para adquirir integralmente a alimentação mínima necessária estabelecida pelo governo, para o seu próprio sustento (sem falar no de sua família e nas demais despesas de seu orçamento familiar). Para comprar a alimentação mínima necessária, esse trabalhador precisou trabalhar, emagostode 2018,82 horas e 32minutos.Em julho de 2018 foram necessárias 83 horas e 47 minutos.

Levando-se em conta uma pequena família de quatro pessoas, dois adultos e duas crianças, e supondo-se que as duas crianças consomem o equivalente a um adulto, o trabalhador belorizontino gastou R$ 1.073,79somente para cobrir a despesa mínima familiar com alimentação.
Com base no custo da Cesta Básica das diversas capitais pesquisadas e considerando-se ainda o peso das demais despesas no orçamento familiar, o DIEESE estima, mensalmente, o valor necessário para atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família, conforme assegura o art. 7º, item IV da Constituição Federal. Para atender esse preceito constitucional, o Salário Mínimo Necessário, em agosto de 2018, teria que ser de R$3.636,04, ou 3,81 vezes o Salário Mínimo, de R$954,00.

Esses dados foram fornecidos pelo Escritório Regional do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que pesquisa mensalmente o custo da Cesta Básica, composta de treze produtos, em quantidades estabelecidas pelo Decreto-Lei 399, de 30.04.38, que regulamenta a Lei do Salário Mínimo. Esses produtos e suas respectivas quantidades por pessoa adulta são: carne (6,0 Kg); leite (7,5 L); feijão (4,5 Kg); arroz (3,0 Kg); farinha de trigo (1,5 Kg); batata (6,0 Kg); tomate (9,0 Kg); pão de sal (6,0 Kg); café em pó (0,6 Kg); banana (7,5 Dz.); açúcar (3,0 Kg); óleo de soja (0,75 L) e manteiga (0,75 Kg).

Comparando com o mês anterior, os produtos que tiveram maior alta em agosto de 2018 foramo tomate (5,79%), a farinha(1,60%) e o arroz(1,10%). Os produtos que apresentaram maior queda de preços foram a batata (-23,50%), ofeijão(-6,27%) e o leite (-4,50%).
Na variação em 12 meses, os produtos que tiveram maior elevação no preço médio foram oleite (24,83%),afarinha(8,03%) e o óleo de soja (6,00%). Os produtos que apresentaram as maiores reduções em seu preço médio no período foramo feijão (-28,63%), o tomate (-17,47%) e abanana(-12,89%).

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