foto do presidente Bolsonaro
A 144ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada em parceria com o Instituto MDA, de 22 a 25 de agosto de 2019, e divulgada nesta segunda (26) mostra a avaliação dos índices de popularidade do governo e pessoal do presidente Jair Bolsonaro.
A avaliação do governo é negativa para 39,5% dos entrevistados. Para 29,4% a avaliação é positiva e para 29,1% é regular.

A avaliação negativa dobrou desde fevereiro, quando ela era de 19%.

Paralelamente, 53,7% dos entrevistados desaprovam o desempenho pessoal do presidente Bolsonaro. O desempenho de Bolsonaro é aprovado por 41% dos entrevistados.

A desaprovação ao desempenho do presidente subiu no mesmo nível da avaliação do governo. Em fevereiro era de 28,2%.

Quanto á expectativa para os próximos seis meses, 36,6% dos entrevistados acreditam que vai melhorar, 32,9% acha que não vai alterar e 28% acreditam qaue vai piorar.

A Pesquisa revelou que as três áreas mais bem avaliadas do governo do presidente Jair Bolsonaro são o combate à corrupção (31,3%), a segurança (20,8%) e a redução de cargos e ministérios (18,5%). Em seguida, estão economia (12,3%), reformas (12,0%), privatizações (8,0%), saúde (3,5%), educação (2,8%) e meio ambiente (2,0%).

Em contrapartida, as três áreas com pior desempenho do governo são saúde (30,6%), meio ambiente (26,5%) e educação (24,5%). Na sequência, aparecem economia (17,6%), direitos humanos (13,6%), reformas (13,6%), relação com Congresso Nacional (11,2%), segurança (11,1%) e combate à corrupção (7,8%).

A Pesquisa CNT de Opinião listou ainda as ações do governo mais bem recebidas pela população brasileira. São elas: combate à corrupção (29,6%), segurança, (27,5%) e final do horário de verão (18,1%). Figuram também a redução do número de ministérios (16,1%), os avanços na Reforma da Previdência (15,1%), liberação de posse e porte de arma (10,1%) e o acordo com Mercosul e União Europeia (8,5%).

Na avaliação dos entrevistados, as piores ações do governo Jair Bolsonaro são: o decreto da liberação da posse e porte de arma / liberação das armas (39,1%); o uso de palavras ofensivas e comentários inadequados (30,6%); e contingenciamento de verbas da educação (28,2%). Os brasileiros também criticam o fato de o presidente deixar os filhos darem opinião sobre integrantes e ações de seu governo (24,4%); os avanços da Reforma da Previdência (16,7%); escolha dos ministros (10,3%); e o uso desnecessário de redes sociais (10,3%).

Para 72,7% dos brasileiros, a postura do presidente Jair Bolsonaro de indicar um de seus filhos, – o deputado federal Eduardo Bolsonaro – à Embaixada dos Estados Unidos é inadequada. Para 45,4%, o presidente está cumprindo parte das promessas de campanha. E a maioria (55,6%) acredita que ele não tem conseguido se articular com o Congresso Nacional. Para 31,7%, já é possível perceber melhorias em relação aos governos anteriores, enquanto 30,3% afirmam já ser possível perceber pioras em relação aos governos anteriores.

Para 42,5% dos entrevistados, a segurança pública continua de forma semelhante aos governos anteriores. A mesma percepção se dá em relação à economia, para 44,5% dos brasileiros. Sobre as ações para os mais pobres, 47,2% avaliam que estão piores do que nos governos anteriores. A percepção de 41,4% da população é que o atual governo está combatendo melhor a corrupção, na comparação com os governos anteriores. 37,8% avaliaram que a relação do governo atual com o Congresso Nacional está igual aos governos anteriores.

Foram realizadas 2.002 entrevistas, entre os dias 22 e 25 de agosto, em 137 municípios de 25 Unidades da Federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.