Dona Oswaldina dos Santos Angelo (dona Naná), viúva de José Henrique Angelo (Nonô Moreno), completa no dia 11 de julho deste ano, 100 anos de idade, lúcida e ativa e boa prosa. Dona Naná, como é conhecida, nasceu em 11 de julho de 1918 na vizinha cidade de Santa Bárbara, onde estudou até a quarta série no Grupo Escolar Affonso Penna. O seu pai, Vicente Teixeira dos Santos era fiscal da Prefeitura de Santa Bárbara e sua mãe, dona de casa Maria Francisca dos Santos, cuidava dos sete filhos do casal: Alípio, Naná, Neném, Nadir, Chiquito, Antonia e Lúcia. Em 1942, seus pais foram morar em Bom Jesus do Amparo, onde Vicente Teixeira dos Santos foi trabalhar no “metro de carvão” na localidade de Bamba, e levou toda a família, inclusive Naná. A mudança aconteceu para ficarem mais perto da sua filha, Nadir dos Santos Motta, que aos 18 anos de idade, casou-se como o jovem fazendeiro Raymundo dos Santos Motta, então com 17 anos de idade e que seria depois eleito vereador e prefeito de Bom Jesus do Amparo, sendo reeleito duas vezes.
Sempre mudando de cidade em função do trabalho do pai, dona Naná veio para Barão de Cocais, onde morou na Venda de Cima, no Gongo Soco e no centro urbano, perto da Companhia Brasileira de Usinas Metalúrgicas (CBUM) Gerdau. Na ocasião, o seu pai Vicente dos Santos ficou viúvo e casou-se novamente com Iracema Santos, dando a Naná, mais dois irmãos, Neusa e Vicentinho. Mais uma vez, viúvo, Vicente dos Santos casou-se pela terceira vez com Fia mas não chegou a ter filhos. Dona Naná, na sua juventude, trabalhou no Armazem Vicente Perez, de propriedade do comerciante espanhol Amable Perez Rodrigues, deixando a profissão de vendedora para se casar em 1946, com José Henrique Angelo (Nonô Moreno) e teve os seguintes filhos, todos vivos: Auxiliadora, Wagner, Charles, Walter, Oswaldina e Roberto. O casal foi morar na rua Desembargador Moreira dos Santos, próximo a praça da Matriz Santuário, em frente à sede antiga do Jabaquara, clube tradicional da cidade e onde viúva, dona Naná reside até hoje. Na sua residência, perto da praça Alencar Peixoto (praça da Matriz) ela criou os seis filhos, que lhe deixou netos e bisnetos. Para ajudar o marido, Nonô Moreno, dona Naná fazia doces e salgados para abastecer a lanchonete do Jabaquara. Nonô Moreno trabalhava na CBUM (Usina Barão de Cocais), quando casou-se com dona Naná e aposentado, passou a trabalhar em farmácias como a de São José (Redefarma) de Márcio Cotta e depois a Drogawita, do empresário Wilson Alvarenga de Oliveira Filho (Wilsinho), e como atendente farmacêutico, ele se dedicou na profissão por mais de 50 anos, até falecer já octogenário. Dona Naná, é muito festeira e não falta ao aniversário dos filhos, netos e bisnetos, quando toma cerveja. Ela teve 10 netos e seis bisnetos e mais dois bisnetos gêmeos. É torcedora do Cruzeiro Esporte Clube e não esquece do seu time de predileção cocaiense, Jabaquara, que frequentava durante as horas dançantes e bailes do clube, situado em frente da sua residência. (Leonel Marques – Jornalista Historiador)
*Leonel Marques

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