Foto decorativa de máquina de calcular

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) variou 0,08% em agosto, ficando próximo à taxa de 0,09% registrada em julho. Esse é o menor índice para um mês de agosto desde 2010 (-0,05%). No ano, o IPCA-15 acumula alta de 2,51% e, em 12 meses, de 3,22%, resultado abaixo dos 3,27% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2018, a taxa foi de 0,13%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, quatro apresentaram deflação de julho para agosto. O grupo dos Transportes (-0,78%), que já havia apresentado queda em julho (-0,44%), contribuiu com o maior impacto negativo no índice do mês, -0,14 ponto percentual (p.p.). Alimentação e bebidas (-0,17%) e Saúde e Cuidados pessoais (-0,32%) também apresentaram queda em agosto, após registrarem altas de 0,03% e 0,34%, respectivamente, no mês anterior. No lado das altas, o destaque ficou com Habitação, que apresentou a maior variação (1,42%) e o maior impacto (0,23 p.p.) no IPCA-15 de agosto. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,07% em Vestuário e a alta de 0,82% em Artigos de residência. Confira a tabela:

Imagem da tabela de variações por grupo de produtos

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 13 de julho a 13 de agosto de 2019 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de junho a 12 de julho de 2019 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.