Foto ilustrativa, cédulas de R$ 50

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 1,55% em junho. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,07%. Com este resultado, o índice acumula alta de 4,55% no ano e de 7,18% em 12 meses. Em junho de 2019, o índice havia registrado elevação de 0,49% no mês e de 6,57% em 12 meses.

Os dados foram divulgados pela FGV/Ibre nesta terça-feira (16)

“Todos os índices componentes do IGP-10 apresentaram aceleração e contribuíram para o avanço da taxa do indicador. Nesta edição, o destaque foi para o IPA, cuja variação subiu 2,10 pontos percentuais em comparação ao mês de maio. Tal aceleração reflete acréscimos captados nos preços dos alimentos (1,11% para 1,88%) e dos combustíveis e lubrificantes para a produção (-15,34% para 0,22%). Ainda no IPA, no grupo matérias-primas brutas, os preços dos animais vivos avançaram substancialmente com destaque para aves (-4,06% para 5,37%)”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 2,35% em junho. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 0,25%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de -0,20% em maio para 1,95% em junho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -18,85% para 16,02%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,10% em junho. No mês anterior, a taxa havia sido 0,78%.

A taxa do grupo Bens Intermediários variou de -1,14% em maio para 0,86% em junho. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -15,34% para 0,22%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,94% em junho, ante 0,80% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 2,11% em maio para 4,21% em junho. As principais contribuições para este avanço partiram dos seguintes itens: minério de ferro (7,97% para 10,42%), aves (-4,06% para 5,37%) e suínos (-14,78% para 10,91%). Em sentido descendente,

os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens café em grão (3,60% para -4,73%), leite in natura (0,85% para -0,22%) e mandioca (-4,91% para -6,81%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou -0,33% em junho. Em maio, o índice havia apresentado queda de 0,51%. Três das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Transportes (-2,66% para -1,01%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -8,49% para -3,49%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Vestuário (-0,44% para -0,27%) e Comunicação (0,03% para 0,19%). Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos itens calçados masculinos (-1,39% para -0,55%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,00% para 0,43%).

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,78% para 0,27%), Educação, Leitura e Recreação (-1,82% para -2,02%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,32% para 0,18%) e Habitação (-0,07% para -0,19%), apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. As contribuições para estes movimentos partiram dos seguintes itens: frutas (0,80% para -2,56%), cursos formais (-1,21% para -1,63%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,47% para -0,17%) e tarifa de eletricidade residencial (-0,43% para -0,98%).

Já o grupo Despesas Diversas repetiu a taxa de maio, que foi de 0,21%. Em sentido descendente destaca-se o item clínica veterinária (0,35% para -0,06%) e em sentido ascendente, conserto de aparelho telefônico celular (-0,61% para 1,52%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,21% em junho, ante 0,19% em maio. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de maio para junho: Serviços (-0,01% para 0,17%), Materiais e Equipamentos repetiu a taxa do mês anterior, que foi de 0,52%. Já Mão de Obra não variou pelo segundo mês consecutivo.