O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,07% em junho, após alta de 0,35% em maio

Foto ilustrativa, banca de verduras)
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas, subiu 0,80% em junho, percentual superior ao apurado em maio, quando a taxa foi de 0,45%. Com este resultado, o IGP-M acumula alta de 4,38% no ano e de 6,51% nos últimos 12 meses. Em junho de 2018, o indicador havia subido 1,87% no mês e acumulava alta de 6,92% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,16% em junho, após alta de 0,54% em maio. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou -0,70% em junho, contra 0,01% no mês anterior. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 4,82% para -5,06%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,17% em junho, após subir 0,48% no mês anterior.

A taxa de variação do grupo Bens Intermediários passou de 0,95% em maio para 0,38% em junho. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de 4,41% para -2,00%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 0,83% em junho, contra alta de 0,34% em maio.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas acelerou de 0,67% em maio para 4,24% em junho. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: soja (em grão) (-3,42% para 6,30%), minério de ferro (6,38% para 11,76%) e milho (em grão) (-7,80% para 4,27%). Em sentido oposto, destacam-se os itens aves (2,89% para -1,51%), bovinos (-0,18% para -1,30%) e leite in natura (2,19% para 1,13%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,07% em junho, após alta de 0,35% em maio. Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram recuo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Transportes (0,98% para -0,60%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou 3,10% para -1,85%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (-0,12% para -0,55%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,81% para 0,39%), Habitação (0,37% para 0,17%) e Despesas Diversas (0,50% para -0,34%). As principais influências para a desaceleração dos grupos partiram dos seguintes itens: hortaliças e legumes (-0,13% para -4,37%), medicamentos em geral (2,11% para 0,38%), tarifa de eletricidade residencial (1,32% para -0,82%) e bilhete lotérico (22,69% para -10,56%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,06% para 0,95%), Comunicação (-0,12% para 0,06%) e Vestuário (0,25% para 0,29%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os maiores avanços foram observados nos itens passagem aérea (-10,28% para 21,15%), pacotes de telefonia fixa e internet (-0,56% para 0,21%) e calçados (-0,08% para 0,48%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,44% em junho, ante 0,09% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de maio para junho: Materiais e Equipamentos (0,20% para 0,09%), Serviços (0,09% para 0,20%) e Mão de Obra (0,01% para 0,72%).