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A inflação fechou 2020 com alta de 4,52%, a maior desde 2016 (6,29%), segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado hoje, terça-feira (12), pelo IBGE. Já o indicador de dezembro, que foi divulgado junto com o acumulado do ano, acelerou para 1,35%, a variação mais intensa desde fevereiro de 2003 (1,57%) e a maior para um mês de dezembro desde 2002 (2,10%). Em dezembro de 2019, a variação havia ficado em 1,15%.

Pedro Kislanov observa que, no mês, todos os grupos pesquisados tiveram alta, mas o destaque ficou com habitação (2,88%), devido ao aumento de 9,34% na energia elétrica. “Em dezembro, passou a vigorar no país a bandeira tarifária vermelha patamar 2, com acréscimo de R$ 6,243 a cada 100 quilowatts-hora consumidos. Além disso, houve reajustes tarifários em Rio Branco e Porto Alegre”, explica.

A segunda maior contribuição veio de alimentação e bebidas (1,74%), apesar da desaceleração frente ao mês anterior (2,54%). Houve queda nos preços do tomate (-13,46%) e altas menos intensas nas carnes (3,58%), no arroz (3,84%) e no óleo de soja (4,99%). Por outro lado, os preços das frutas subiram de 2,20% para 6,73%.

Outro destaque foi o grupo transportes (1,36%), com variação próxima a de novembro (1,33%). Os demais ficaram entre o 0,39% de comunicação e o 1,76% de artigos de residência.

Entre os locais pesquisados, a maior inflação de dezembro foi registrada no município de São Luís (2,18%), puxada pela alta de 11,30% no preço das carnes. Já o menor resultado ficou com o município de Aracaju (0,91%), por conta da queda nas mensalidades dos cursos regulares (-0,78%) e nos preços de alguns produtos alimentícios, como o queijo (-6,33%) e o tomate (-6,04%).