Inflação medida pelo IGP-10 fica em 0,18% em julho

  

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), indicador nacional medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou inflação de 0,18% em julho deste ano, taxa inferior ao 2,32% de junho deste ano e ao 1,91% de julho de 2020. Apesar disso, a inflação acumulada em 12 meses está em 34,61%, bem acima dos 8,57% acumulados em julho do ano passado.

A queda da taxa de junho para julho foi puxada principalmente pelos preços no atacado. O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o segmento, registrou deflação (queda de preços) de 0,07% em julho. No mês anterior, havia sido observada uma inflação de 2,64%.

Os outros dois subíndices que compõem o IGP-10 também tiveram queda em suas taxas, apesar de continuarem registrando inflação. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, caiu de 0,72% em junho para 0,70% em julho.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,07% em julho. No mês anterior, o índice havia registrado alta de 2,64%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 1,66% em junho para 1,27% em julho. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 3,06% para 2,10%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, subiu 1,58% em julho. No mês anterior, a taxa havia sido 2,29%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 2,24% em junho para 0,90% em julho. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 2,46% para 0,25%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,08% em julho, ante 2,57% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 3,66% em junho para -1,78% em julho. As principais contribuições para este recuo partiram dos seguintes itens: minério de ferro (8,75% para -0,51%), soja em grão (-1,51% para -9,03%) e milho em grão (-0,11% para -8,52%). Em sentido ascendente, os movimentos mais relevantes ocorreram nos itens suínos (-15,26% para 9,96%), bovinos (-0,18% para 2,54%) e leite in natura (3,11% para 5,88%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,70% em julho. Em junho, o índice havia apresentado taxa de 0,72%. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação: Transportes (1,69% para 0,81%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,30% para -0,24%), Habitação (1,41% para 1,17%), Vestuário (0,83% para 0,34%) Despesas Diversas (0,26% para 0,18%) e Comunicação (0,10% para 0,04%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: gasolina (3,16% para 1,42%), plano e seguro de saúde (0,86% para -1,27%), taxa de água e esgoto residencial (2,08% para -0,04%), roupas (1,06% para 0,47%), alimentos para animais domésticos (2,70% para 1,24%) e serviços de streaming (2,16% para 0,54%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (-0,76% para 2,23%) e Alimentação (0,21% para 0,45%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, as maiores influências partiram dos seguintes itens: passagem aérea (-8,95% para 26,99%) e frutas (-7,08% para -2,20%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 1,37% em julho. No mês anterior a taxa subira 2,81%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de junho para julho: Materiais e Equipamentos (2,50% para 1,43%), Serviços (1,18% para 0,70%) e Mão de Obra (3,37% para 1,45%).