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Foto de Indústria automobilística

O setor de Veículos automotores, reboques e carrocerias segue sendo a maior influência da indústria nacional. Com a alta de 11,1% apresentada em novembro frente a outubro, a atividade, após quedas nos meses críticos da pandemia, acumula expansão de 1.203,2% em sete meses consecutivos, superando em 0,7% o patamar de fevereiro. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada hoje, sexta-feira (8)m pelo IBGE

A magnitude do crescimento e a importância do setor na indústria também se dá nos reflexos em outros ramos, já que a produção de veículos influencia em atividades como metalurgia, com estímulo da produção de aço, e outros produtos químicos, área que engloba tintas de pintura, por exemplo. Ambas tiveram alta em novembro, de 1,6% e 5,9%, respectivamente. “É a tendência deste período de retomada da produção após os meses mais rigorosos de isolamento”, afirma Macedo sobre o crescimento no setor de veículos.

Outras atividades deram contribuições positivas relevantes ao resultado de novembro, como Confecção de artigos do vestuário e acessórios (11,3%), Máquinas e equipamentos (4,1%), Impressão e reprodução de gravações (42,9%), Couro, artigos para viagem e calçados (7,9%), Bebidas (3,1%), Produtos de metal (3,0%) e Outros equipamentos de transporte (12,8%).

Entre as nove atividades que tiveram queda, os principais impactos negativos foram: Produtos alimentícios (-3,1%), que acumula redução de 5,9% em dois meses consecutivos de queda, o que eliminou a expansão de 4,0% registrada entre julho e setembro; Indústrias extrativas (-2,4%), com o terceiro mês seguido de queda na produção, com perda acumulada de 10,4%; e Produtos farmoquímicos e farmacêuticos, que diminuiu 9,8%), interrompendo dois meses de resultados positivos consecutivos.

Na comparação com novembro de 2019, resultado foi positivo em três categorias

Ao comparar novembro de 2020 com novembro de 2019, o setor industrial teve aumento de 2,8%, com resultados positivos em três das quatro grandes categorias econômicas, além de 16 dos 26 ramos, 57 dos 79 grupos e 63,0% dos 805 produtos pesquisados.

Dentre as atividades, destaque para Máquinas e equipamentos, com alta de 15,9%; Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com aumento de 4,9%; Outros produtos químicos, que registrou taxa positiva de 8,4%; Bebidas, que cresceu 11,2%; e Produtos de metal, com expansão de 13,6%.

Já entre as grandes categorias econômicas, Bens de capital (12,8%) assinalou, em novembro de 2020, a maior alta. Os segmentos de Bens intermediários (3,6%) e de Bens de consumo duráveis (2,7%) também mostraram expansão na produção, enquanto o setor produtor de Bens de consumo semi e não duráveis (-0,9%) registrou a única taxa negativa nesse mês.