foto da Pr GCoronell Osório

Pelotas completa 208 anos, na terça-feira, dia 7 de julho, durante um momento histórico atípico de pandemia do novo coronavírus, que impede a realização de eventos com aglomerações.

Nesta sexta-feira, 03, às véspera da semana comemorativa Pelotas passou para bandeira vermelha no Distanciamento Controlado do Governo do Estado. Segundo divulgação preliminar da nona semana do modelo, com vigência entre os dias 7 e 13, a região Sul está com risco alto para o novo coronavírus.

Para que o aniversário da cidade pudesse ser comemorado, ao mesmo tempo em que o município vivencia uma série de medidas para combater o avanço do vírus, a Prefeitura criou uma programação adaptada aos tempos de distanciamento social.

Organizada pelas secretarias de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação (Sdeti), e Cultura (Secult), em parceria com empresas e outras instituições do município, a Semana de Pelotas, com o lema “Fique Doce, Fique em Casa”, contará com estratégias para a venda dos doces tradicionais, bem como para a apreciação dos artistas locais – tudo com respeito às normas de prevenção ao coronavírus. A programação se prolongará até o dia 12 de julho.

Até o dia 12, será possível adquirir doces tradicionais de Pelotas pelo aplicativo Aiqfome, disponível para Android e IOS. Uma banca no Mercado Central foi disponibilizada para a montagem das caixas de doces, e o Sebrae entrou como parceiro na organização da logística de entrega e na capacitação das doceiras para que cumpram as medidas sanitárias necessárias de prevenção.

No dia 12, encerrando a comemoração dos 208 anos, será realizada, ainda, uma live musical de encerramento do evento, organizada pelo Sesc Pelotas.

As Tradições Doceiras
Pelotas encontra-se no epicentro de uma região doceira que abarca uma multiplicidade de saberes e identidades sob a forma de duas tradições: a de doces finos e a de doces coloniais. O doce desempenha um papel peculiar na composição da sociedade regional, sendo um elemento cultural que amarra a diversidade de grupos étnicos e sociais que a compõe.

Na sua maioria, essas doceiras e doceiros compreendem seu ofício como a continuidade das trajetórias de suas famílias, num templo ampliado. Essa relação está posta, sobretudo, no meio rural, entre os produtores de doces de frutas, que se encontram profundamente ligados à região colonial, como um espaço de vivências, trabalho e afetos. Assim, a possibilidade de registro das Tradições Doceiras de Pelotas e Antiga Pelotas, contemplando o espaço de ocorrência das duas tradições doceiras e os sentidos que a elas são atribuídos, por grupos detentores, se justifica tendo em vista seu valor identitário e a relação demonstrada entre o saber doceiro e o território referido.
*Com informação da Prefeitura do Município e Iphan)

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