Rodrigo Maia apela para responsabilidade dos partidos da base do governo

  

Foto de Rodrigo Maia
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu responsabilidade aos partidos da base do governo para que acabem com a obstrução do Plenário. A declaração foi dada em entrevista coletiva nesta terça-feira (27), antes do início da Ordem do Dia. “Espero que a responsabilidade prevaleça. Se o governo não tem interesse nestas medidas provisórias, eu não tenho o que fazer. Eu pauto, a base obstrui e eu cancelo a sessão”, lamentou.

Rodrigo Maia teme que a obstrução prejudique o calendário de votações e traga consequências para o cenário econômico do ano que vem. “Quando tiver uma medida provisória importante que vá vencer, talvez outros façam obstrução, para que o governo entenda que a Câmara tem de trabalhar. A esquerda de forma legítima faz protesto pela MP 1000/20. Cabe à base avançar com as medidas provisórias pelo menos.”

Respondendo a comentário do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que os acordos políticos dificultam as privatizações, o presidente da Câmara lembrou que a pauta está trancada por um projeto de lei do governo e “quem obstrui a pauta é a base do governo”. “O ministro precisa resolver primeiro sua base para depois criticar qualquer outro parlamentar ou qualquer outro partido”, rebateu.

Rodrigo Maia afirmou que considera pautar a MP 1000 como uma alternativa para acabar com a obstrução. “As MPs certamente devem ter mais interesse da base do que da oposição. Seria importante, até porque, na hora de votar as emendas constitucionais, o governo vai precisar de 308 votos. A gente precisa de um ambiente de menos conflito para votar matérias dificílimas, começando pela regulamentação do teto de gastos.”

O presidente da Câmara considera inevitável o cancelamento do recesso legislativo de janeiro. Sem o cancelamento do recesso, calcula, a PEC Emergencial teria de ser aprovada em fevereiro, e o Orçamento, em março. Por isso, avalia, será necessário retomar as votações logo após o primeiro turno das eleições municipais. “Se quiser aprovar a PEC Emergencial, não tem outro caminho. Sem a PEC Emergencial, vai ter muita dificuldade de aprovar o Orçamento.”