A obra de reforma e restauração da Casa de Cultura de Santa Bárbara, um dos importantes patrimônios históricos do município, está com seu projeto arquitetônico passando por intervenção, como as partes elétricas, hidráulicas, de internet (telecomunicações) e de prevenção e combate a incêndio, já que o prédio colonial data-se do século XVIII.
Os trabalhos de conclusão da reforma e restauração foram a recuperação da estrutura autônoma de madeira com substituição de pés de esteio, baldremes (vigas que ficam normalmente um pouco abaixo do nível do solo) e barrotes (viga grossa e curtas, geralmente de madeira, que é a base de estrutura de sustentação de assoalhos, tetos e escadas). Além disso, foram restauradas as alvenarias em pau-a-pique. As coberturas de telhas foram trocadas, bem como as peças de madeira. Foram restauradas as cimalhas (moldura que arremata a parte superior da fachada do prédio, ocultando o telhado e impedindo que a água escorra pela parede), guarda-corpo (proteção a meia altura em gradil, balaustrada, com a função de resguardar as faces laterais de escadas, terraços, balcões, rampas, varandas, sacadas ou vão), esqudrilhas e assoalhos.
A Casa de Cultura, antiga sede dos Correios e Telégrafos, foi residência do padre Lucindo de Souza Coutinho, pároco de Santa Bárbara e descendente do Barão de Catas Altas, capitão-mór João Batista Ferreira de Sousa Coutinho, dono das minas de ouro de Gongo Sôco e presidente da Cãmra de Vila Nova da Rainha (Caeté).
*Leonel Marques

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