Sítio arqueológico de 700 anos é descoberto em Mara Rosa (GO)

  

Foo de visa parcial do Sítio arqueológico em Mara Rosa (GO)
Pesquisa arqueológica realizada no município de Mara Rosa, localizado na região norte do estado de Goiás, identificou a existência de sítio arqueológico de 700 anos de idade. A descoberta ocorreu por meio da ação de Salvamento Arqueológico e Educação Patrimonial na área do empreendimento “Projeto Posse – Mina de Ouro”, e foi confirmada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Goiás (Iphan-GO).

O sítio descoberto atesta a volumosa presença de indígenas no centro-oeste brasileiro há séculos anteriores à chegada dos portugueses. No local foram encontrados pedras polidas; cerâmicas; carimbos (foto) com fins de pintura corporal; e um enterramento humano em urna funerária. Todos os fragmentos detectados, em torno de 12 mil peças, foram destinados ao Museu Histórico de Jataí (GO) para pesquisa.

“A ação vem reafirmar que é de suma importância a execução de estudos preventivos nas áreas diretamente afetada pelas obras. Além da preservação dos bens culturais protegidos pela União, as atividades colaboram com a promoção do conhecimento do passado histórico brasileiro e do território goiano”, destaca o superintendente do Iphan-GO, Allyson Cabral. A pesquisa contou com o acompanhamento da equipe de arqueologia do Iphan-GO e evidenciou o potencial cultural do norte goiano, elevando o município de Mara Rosa a expoente arqueológico da região.

O arqueólogo do Iphan-GO, Danilo Curado, explica que Mara Rosa é reconhecida como um local consagrado pelo período colonial devido à quantidade de ouro que foi explorada pelos bandeirantes, mas é preciso ir além. “É necessário perceber que há um potencial cultural muito anterior aos bandeirantes, vinculado aos indígenas que moravam na região, pois ainda temos sítios arqueológicos com petroglifos (desenhos em baixo relevo feito nas rochas por meio de fricção) que se encontram preservados”, informa o arqueólogo.

As pesquisas no empreendimento terão continuidade por meio de monitoramento arqueológico, garantindo a proteção do Patrimônio Cultural, que, para o superintendente do Iphan-GO, é o que há “de mais valioso para ser humano: suas raízes, sua história e memória”. Na avaliação do gestor, os dados gerados pela pesquisa demonstram a importância da participação do Iphan no licenciamento ambiental, assegurando “que a sociedade tenha acesso às fontes culturais e que as gerações vindouras possam reconhecer seu passado remoto por meio da contínua árvore genealógica dos goianos”.