Temperatura deve continuar em declínio na semana 26 a 31 de julho

  

Foto de lavoura de café sob o friio
Com base nas atualizações de sexta-feira (23/07), os principais modelos numéricos de previsão do tempo indicam que o frio começará a avançar pelo Brasil a partir de terça-feira (dia 27), segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No período de 28/07 até pelo menos 1° de agosto, uma intensa massa de ar frio (de origem polar), a 3ª desse inverno, deverá predominar sobre as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e sudoeste da região Amazônica (caracterizando mais um episódio de Friagem).

Nesta segunda-feira (dia 26), uma frente fria atuará na Região Sul e promoverá chuva nos três estados até a terça-feira (27) e, na sequência, se deslocará por partes do Sudeste e de Mato Grosso do Sul.

Ainda no dia 27, deverá ocorrer declínio acentuado das temperaturas máximas da Região Sul. Nos dias que se seguem (28 e 29/07), o ar frio deverá avançar pelo oeste do Brasil (Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e sul da Amazônia Legal) e também sobre São Paulo. Mais para o final da próxima semana (dias 29 e 30/07), o frio atingirá o restante do Sudeste e as demais áreas do Centro-Oeste. Muito provavelmente, teremos um outro episódio de frio intenso (similar ou mais forte do que o evento do final de junho).

Além dos declínios significativos das temperaturas do ar, com mínimas previstas de – 6ºC e – 8°C em uma ampla área da Região Sul na manhã do dia 30/07 (sexta-feira). Há inclusive, um indicativo de temperaturas menores do que – 8°C nas áreas de maior altitude do Sul (Figura 1a e 1b) e não se descarta mais uma ocorrência de queda de neve nas Serras Catarinense e Gaúcha entre os dias 29 e 30/07.

Caso essas previsões, persistam, muito possivelmente, haverá formação de ampla geada (de intensidade forte) em praticamente toda a Região Sul, sul do Mato Grosso do Sul e sudeste de São Paulo. No entanto, para as demais áreas do Centro-Oeste e Sudeste (principalmente Serra da Mantiqueira, divisa entre São Paulo e Minas Gerais), ainda haverá condições de nebulosidade persistente e/ou chuva fraca que inibiriam a formação de geada. Por essas razões é preciso ter cautela e acompanhar as atualizações.