Imagem decorativa calduladoraOs resultados obtidos até julho de 2019 com as desestatizações, desinvestimentos e concessões na área de infraestrutura já somam US$ 19 bilhões. A informação foi dada na segunda-feira (29/7) pelo secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar, em palestra na cerimônia de posse da nova diretoria do Espírito Santo em Ação.

Segundo Mattar, a meta até 2022 é de R$ 990 bilhões, valor semelhante ao que deve ser economizado com a reforma da Previdência. O secretário informou que a meta de US$ 20 bilhões deve ser alcançada ainda em agosto. “Vamos entregar os US$ 20 bilhões dentro de 15 dias”, afirmou.

O secretário disse ainda que o Estado deve fazer uma melhor alocação dos recursos públicos, para que os impostos pagos pelos cidadãos sejam revertidos para necessidades básicas, como saúde, educação, moradia e segurança.

“Nos últimos dez anos, as 18 estatais dependentes do Tesouro Nacional custaram R$ 160 bilhões. Isso é suficiente para dar casa para todos os brasileiros. Estamos tentando mostrar que uma boa alocação de recursos reverte em um bem maior para a sociedade”, afirmou.

Mattar também declarou que apenas as estatais essenciais ao país e que respeitam o Artigo 173 da Constituição Federal serão mantidas. A norma determina que a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo. “Não dá para o Estado ter esse tanto de empresa. O que estamos defendendo é que o estado tenha as estatais que são necessárias”, destacou.