Integrante do Conjunto de Fortificações do Brasil, candidato a Patrimônio Mundial, a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, em Guarujá (SP), já está se beneficiando com o processo de candidatura. A afirmação é do secretário de Cultura municipal, Marcelo Nicolau, em reunião com a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Kátia Bogéa, nesta terça-feira, 30 de julho. O conjunto que integra a lista indicativa da Unesco reúne 19 fortes e fortalezas de 10 estados, testemunhos do histórico de ocupação, defesa e integração do território nacional.

Em março deste ano, a Fortaleza da Barra passou por uma revitalização e ganhou nova iluminação. A fortificação, que abriga um museu, deverá ganhar agora um projeto de acessibilidade. Outra intervenção que deverá garantir melhorias ao monumento é a pavimentação do caminho de acesso à fortaleza.

A expectativa é que o reconhecimento do Conjunto de Fortificações seja analisado pela Unesco em 2022, quando se espera que as construções defensivas brasileiras entrem na rota do turismo internacional.

Dos 19 bens que compõem o Conjunto de Fortificações, dois estão localizados em São Paulo: a Fortaleza da Barra e o Forte de São João, em Bertioga. O Comitê Técnico, responsável pelo dossiê de candidatura e o plano de gestão das fortificações de São Paulo, possui representantes do Iphan, da Academia de História Militar Terrestre do Brasil, da Fundação Cultural Exército Brasileiro, da Agência Metropolitana da Baixada Santista, do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico (Condephaat), de instituições de ensino superior, além das prefeituras de Bertioga, Guarujá, São Vicente e Santos.

Neste 31 de julho, Guarujá sediou uma roda de conversa sobre a candidatura das fortificações brasileiras. No encontro, os participantes puderam conhecer resultados das pesquisas realizadas pelos interessados na documentação e narrativas históricas sobre a fortaleza situada no município. A ideia das rodas de conversa – uma iniciativa proposta por educadores locais – é de criar um espaço aberto ao público, onde os habitantes podem compartilhar memórias e percepções.
Fonte: Iphan